terça-feira, 22 de setembro de 2009

Gracias, Don Mario....


EL MUNDO PASA

Desde mi sólida banqueta, o sea desde mi trono de pelagatos, veo desfilar el tiempo y sus minucias, los torbellinos del desorden, las fragatas que en el puerto se mecen impasibles, los murciélagos que inmóviles vigilan, las golodrinas que regresan cargadas de experiencia.

También manos que ahora son casi garras, bocas seductoras que reclaman besos, pieles que se convierten en pellejos, ojos que aman cuando miran, colinas de allá lejos que se acercan, arroyos que se vuelven ríos, ríos que se vuelven mares.
Desde mi sólida banqueta, desde mi trono de pelagatos, veo cielos que se aclaran y oscurecen viejitas que no hace mucho eran muchachas, desalientos que fueron esperanzas. Pero también futuros que se abren y nos llaman, con promesas que quién sabe y no obstante admitimos.

El mundo pasa sin interrupciones, con paisajes que llenan el contorno, alarmas con abismos, glorias inaccesibles, perdones que no pedimos y alborotos en la conciencia cerrrada con candado.
Hasta que una noche inesperada, los párpados sucumben y ya no se levantan.

Mario Benedetti

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pra começar bem a semana...

"Lee y conducirás, no leas y serás conducido."

Santa Teresa de Jesús


Yo conduzco!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Travessuras da menina má


Apaixonante e envolvente. É exatamente assim este livro de Vargas Llosa. Comecei a lê-lo num final de tarde do finzinho do verão, quando começa o outono e a gente vai ficando assim meio melancólico....
Sentei embaixo do meu Plátano preferido, na frente da minha casa, com um solzinho tímido se despedindo no horizonte e vi descortinar perante meus olhos de ávida e gulosa leitora/narratário, uma narrativa fluída, romântica, aventureira, enfim.. envolvente.

Llosa escreve basicamente uma história de amor como qualquer outra que compreende a vida de Ricardo e a menina má (ela tem vários nomes e vários rostos no decorrer da narrativa – digamos que a menina má é uma “camaleoa”). Ricardo é perdidamente apaixonado por ela desde que se conheceram na sua adolescência em Miraflores na década de 50. A menina má vem e vai nas diversas e diferentes épocas da vida de Ricardo. São encontros e desencontros, sempre com a mesma dinâmica, ao longo da vida dos dois.
É fascinante com reflexões sobre os relacionamentos entre homem/mulher, seus paradoxos, com temas que vão desde o exílio até as mudanças ocorridas nos anos 80.

“Travessuras da menina má” é aquele tipo de livro que a gente fica triste quando acaba. Queria mais. Muitas travessuras com a menina má.

domingo, 13 de setembro de 2009

Literando....


Sou uma leitora voraz. Mas isso não deve estranhar muito já que sou professora de literatura.
Leio tudo. Tudo mesmo. Até bula de remédio, lista telefônica, receita de embalagem, etc.
Tenho uns 5 livros encima da minha escrivaninha começados, mas não terminados. Não é por falta de interesse na história. É pura falta de tempo. Mas vão me dizer: - Sai do blog e vai ler, ué?
Mas não é isso. Ler pra mim significa todo um ritual. Não é simplesmente abrir uma página e seguir lendo. Pra mim, ler é muito mais do que isso. É entrar na história, é tornar-me EU a protagonista. Não ser um simples narratário. Ah!! e não existe nada melhor que cheiro de livro novo!!!
Tenho uma história de amor com os meus autores. As vezes os amo e outras vezes os odeio. mas faço as pazes sempre e retorno a eles, pedindo desculpas pelo minha atitude.
Chorei pela morte do Benedetti. Me senti órfã. Ele se foi e eu nem ao menos pude dizer o quanto os livros dele mudaram a minha vida.
Tenho uma amizade franca com Cervantes, conversamos muito.
Desabafo com Isabel Allende, com Vargas LLosa, com Borges, com García Marques.
Me emociono com Lorca, Gustavo Adolfo Bécquer, Quiroga, Lope de Vega, Antonio Machado, Quevedo e Calderón de la Barca.
Viajo nas narrativas de Erico Verissimo. Conheço a história do meu estado através dos seus olhos.
São tantos os meus amigos escritores que seria injusto seguir enumerando-os.
São meus companheiros de jornada, meus amigos, confidentes, cúmplices.
São eles que me enchem de prazer, delírio, terror e todos os outros sentimentos tão presentes na minha vida.

Não estou sozinha. tenho os meus livros e com eles uma porta para o infinito.

Leio, logo existo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dois pesos, duas medidas - By Matheus


Li este texto no blog do Matheus (meu sobrinho) e é claro me "apropriei".


- “O usuário não é criminoso.”
Esse é o pensamento da hipocrisia.
Para eles, o usuário é apenas um viciado. Que culpa ele tem de ser assim?
Paralelo a isso, condenam o usuário de crack que assaltam seus carros, roubam suas casas e furtam suas bolsas. E reclamam das crianças que pedem dinheiro na rua para financiar os vícios.
Agora eu pergunto: a cada cem viciados, quantos foram obrigados a começar a se drogar?
Então, uma voz ao fundo grita:
- Mas as pessoas sofrem influencias dos amigos, do meio em que vivem, isso é inevitável.
E eu digo: - Eu não sofri. Eu e mais muitos de meus amigos.
Até o dia em que usuários forem considerados vítimas e não culpados, a droga seguirá sendo um problema. Enquanto os pais passarem a imagem de que o viciado não é culpado aos filhos, mais filhos entrarão nas drogas, financiando seus próprios problemas e fazendo a felicidade dos traficantes.
Considerar o usuário inocente é tão coerente como considerar o matador de aluguel culpado, mas livrar a cara do mandante.
É uma questão econômica, se não tem procura, não tem oferta.
Ou estou errado?


Eu, agora:
Pois, é... fiquem pensando neste texto do Matheus.
Principalmente onde ele diz que as pessoas sofrem a influência dos amigos.
Então vamos ver:
Eu conheço um monte de gente que tinha tudo pra ser baita viciado em crack, cocaina, ecstasy, e tantas outras "coisinhas". Gente sem pai, sem mãe, sem grana, sem perspectiva, gente de pais separados, gente com deficiência.. Hiiiii!!! um monte de coisas.
Saca?? gente com TUDO pra cair no vício. Mas no entanto, esta gurizadinha simplesmente não aceitou sofrer influência de ninguém - porque eles já são cabecinha-feita - e são uma gurizadinha muito gente boa; a maioria tá na universidade, fazendo a sua vidinha, construindo a sua própria história sem ficar colocando a culpa da sua pura incapacidade no crack ou outra droga qualquer.
Em compensação, conheço outra gurizadinha que tinha tudo pra ser "feliz": Pais amorosos e presentes, casa, comida, roupa lavada, internet turbo de 50000 gigas, educação, acesso ao lazer, à saúde, férias em santa, etc.
Daí essa gurizadinha - totalmente sem atitude e MUITO maria-vai-com-as outras - se rebela!! Ah!! motim a bordo!!!! Mulheres e crianças primeiro!!
Como diz o meu pai: -" Se foi a gata com a cinta". E elas entram numas de droga, revolução em casa, etc..etc.. etc..
Sabeo que falta pra essa gente?? LIMITE!!!!!
Na minha infância _ que já faz tempo - eu tive tudo que uma criança podia querer. Meus pais ralavam o dia todo e de noite iam pra faculdade - os dois!!!- para meus irmãos e eu termos uma infância legal. A gente tinha um bom colégio, presentes no Natal, festinha de aniversário, chocolate na Páscoa (eu não, que era alérgica, podia comer bem pouquinho), férias no Cassino (põe no google earth, quem não conhece), manhãs de domingo na pracinha, cachorro, gato, Falcons & Susies, muito amor e uma coisa basiquinha: LIMITE!!
Mãe: "- Meia-noite em casa, guria!!" (e eu tinha quase 18 anos).
- "Arruma teu quarto, senão não tem saída pra ti" _ e eu arrumava (ou escondia a bagunça embaixo da cama"
- " Ah!! nota vermelha??? um mẽs de castigo, ou até melhorar esta nota." - e a gente ficava até mais de um mês, dependendo da matéria.
Pai: "- Não pega o carro guri, não precisa. Aqui tudo é pertinho"

Resumo, que já me esperam pra reunião: Somos todos pesssoas de bem, com nossas carreiras e nossas familias.

voltaremos...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Delírio puro....



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Las manos de mi cariño
te están bordando una capa
con agremán de alhelíes
y con esclavina de agua.
Cuando fuiste novio mío
por la primavera blanca,
los cascos de tu caballo
cuatro sollozos de plata.
La luna es un pozo chico,
las flores no valen nada,
lo que valen son tus brazos
cuando de noche me abrazan,
lo que valen son tus brazos
cuando de noche me abrazan.

Zorongo, de Lorca